Na última sexta-feira uma amiga me convidou para sentar em um bar e tomar umas cervejas, colocando o papo em dia. Como sempre tivemos muita abertura, liberdade  e intimidade um com o outro para tratar de diversos assuntos, quem sabe por já termos sido rolo um do outro e isso nos proporcionar uma amizade bem definida, logo fatalmente assuntos divertidos e interessantes surgem. Em dado momento, começamos a conversar sobre os relacionamentos que tivemos ao longo da vida e surgiu o assunto: amor.

Daí então chegamos a um ponto da conversa, em que debatemos sobre o ponto em que relacionamentos chegam a um momento onde fatalmente ficam vencidos, você não sabe ao certo se ainda gosta da pessoa ou se ainda insiste no relacionamento em virtude de estar acostumado a companhia, a presença, estar próximo ou a amizade de quem é sua parceira ou parceiro.

Nesse ponto, todo relacionamento se torna critico pois você não sabe se ainda tem prazer naquela relação ou se está na verdade suportando, sustentado apenas pela sombra do que aquilo foi um dia e por um sentimento de carinho e amizade muito grande, somando ao medo por estar confuso(a), de tomar uma decisão da qual se arrependa ou de magoar alguém que é especial, embora não da mesma maneira que antes.

Lembrei do vídeo de uma monja que traduz em grau, número e gênero o que sempre pensei sobre amor, e que confesso que ao assistir fiquei perplexo com o nível de profundidade da reflexão e em como concordei e me enxerguei naquelas palavras. As pessoas muitas vezes confundem amor com apego e por isso sofrem, deixam de ser realmente felizes e criam situações das quais se tornam reféns. Vou deixar que neste vídeo de quatro minutos,   Jetsunma Tenzin Palmo, monja que fundou o monastério Dongyu Gatsal Ling Nunnery, fale sobre o que é amor e de repente te faça refletir sobre o que é de fato gostar de alguém e ser feliz por isso, diferentemente de nutrir sentimentos que se voltam para o “eu” . Assista, vai ser um ganho de vida tremendo (não esqueça de ativar a legenda):

Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força. Porém é muito difícil para as pessoas entenderem isso, porque elas pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro
Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos pelo outro será certamente muito complicado.
Acauã Pyatã
Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo. Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br