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Nove da noite.  Droga nenhuma pra fazer, coisa rara, mas eu tive um tempinho pra colocar meu trabalho em ordem essa semana. Largada no sofá, vendo o último episódio da temporada de TWD, me lembrei que logo após acabar a série, Lucas sempre me ligava pra gente “brincar” pelo telefone, isso quando eu e a Cavalo de Tróia (minha Harley Davidson) estávamos com preguiça de encarar o trânsito da Almirante, é impressionante o meu affaire por pedestres, Senhor! Mas enfim… com trânsito ou não, com preguiça ou sem preguiça, não havia Lucas para me ligar, ou pelo menos a minha vontade de poder ligar. Melhor tomar um banho.

Eras! Eu, ardente e descontrolada, já me encontrava em petição de miséria no quesito sexo, SEXO BOM, achei pouco e resolvi colocar sais de banho na banheira. Pronto. Pense em algo que desperta a minha libido e você pensará em sais de banho. Cara, aquilo me dá uma frisson, sobe um frio refrescante misturado com um calor, sei lá, parece macumba, uma vontade desesperada de dar. Mas, mano, dar pra quem? Eis a questão. Eu só sei que por causa da lógica as paredes não falam, não têm ouvidos e nem smartphone, porque caso contrário, me filmariam no meu ápice de prazer, batendo a boa e velha siririca e antes que eu pudesse tirar o shampoo do cabelo, o vídeo já estaria rolando pelos celulares dos meus alunos. Legal, né? SQN.

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Mas como isso não ocorre, aproveitei bem o meu banho, me lavei direitinho, curtindo cada centímetro dos meus pontos erógenos, saí de lá e minha vagina estava inchada de tanto tesão. Sério, parecia pulsar.

Depois do banho eu estava faminta, precisava comer, não algo, mas alguém. Sim, hahahaha, comer porque, convenhamos, somos nós mulheres que engolimos por todas as bocas e caímos de boca MESMO. O celular sobre a mesa piscou, não estava tão esperançosa, mas ao ler a notificação do bendito Tinder, parecia que eu estava vendo um oásis em pleno deserto. Era um tal de Paulo, já teclava com ele há semanas sem muitas expectativas, falava muita bobagem, mas dava pra comer, no momento era o que me interessava, não era pra casar ou chamar de meu amor. O que me grilava mesmo era a sequência de fotos usando o tal de pau de selfie. Na boa, aqui em Belém chove um dia sim e outro também, a pessoa é uma frescura pra carregar na bolsa sequer uma sombrinha, mas está lá a porra de um pau pra tirar fotos de si mesmo, acho o cúmulo do narcisismo, mas enfim, naquela noite só o que me importava era que o seu pau de sexo estivesse pronto pra ser utilizado e eu não estava querendo delongas. Perfeito! Ele me mandou uma mensagem dizendo que estava tomando umas em um barzinho na Wanderkolk e esquina com a Boa Ventura, não dá nem cinco minutos caminhando daqui do meu apartamento. Ihuuu! Partiu! Foder! Opa, beber!

Não demorou muito, lá estava eu, é claro. Olha, até que o carinha pessoalmente era comestível mesmo. Me recebeu dando os dois beijinhos de praxe e me oferecendo algo pra beber. Nada comum, eu curto mesmo um whisky cowboy, daqueles que descem rasgando tudo, mas eu já estava com muito fogo pra isso e aceitei a cerveja mesmo, que por sinal estava ótima, se bem que naquela quinta à noite qualquer paixão me divertia.  Depois de tomar umas duas e ouvir muito papo clichê, resolvi ser a Janaína de sempre e ir direto ao ponto, “Melhor irmos pra outro lugar, te falei nas mensagens que tenho amnésia alcóolica, né? Não pega bem eu fazer loucuras aqui, assim tão perto de casa”. Acho que ele estava mais tarado do que eu, porque nem pedi duas vezes e quando notei, ele já havia pedido a conta e me arrastava para o carro. Eu tenho que tirar o chapéu pra pegada desse cara, foi cada amasso antes que ele desse a partida e explodindo de tesão como eu estava, não demorou muito para que eu ficasse toda molhada. Não queria perder o pique a caminho do motel, tratei logo de abrir sua calça e abocanhar seu membro que minutos atrás latejava na minha mão. Nossa! Eu parecia uma retirante faminta, sugava tanto aquele pau, como se disso dependesse minha vida.

morena-com-peitos-lindos-fudendo-de-ladinho-12Dei uma maneirada quando percebi que seus gemidos estavam muito intensos, não era pra acabar com minha alegria assim tão cedo, não é, filho? Finalmente chegamos, já não suportava mais, nem mesmo me importei em saber qual o lugar que entramos, desde que tivesse uma cama…ou não, estava ótimo. Adorei e soltei um gemido alto quando ele me jogou na parede e levantou minha perna, pensei que ele fosse rasgar minha coxa do aperto que deu. Estava bom, mas a situação que me encontrava era daquelas que eu gosto de mandar, que sou egoísta e só quero saber de mim. Eu queria gozar, muito, de todas as formas possíveis. Afastei-o de mim e o atirei na cama, continuei com a chupada e fui subindo com beijos e mordidas pelo seu corpo, as unhas cravadas em suas pernas, não era hora pra ter pena ou preocupação com quem veria o resultado daquilo no dia seguinte, ele não reclamou, então não hesitei, quando dei por mim, já estava com a boca dele entre minhas pernas, que sensação maravilhosa, poderia ficar ali, daquele jeito a noite toda, mas estava louca pra sentir aquele pau grosso me penetrar, só que ainda demorou um pouquinho, sempre que eu tentava me afastar, ele prendia minhas pernas com seus braços fortes e continuava a me chupar. Quando por fim se satisfez de me ouvir gemer de prazer intenso, me penetrou.

Foram as socadas mais frenéticas que já levei, imaginei que fosse quebrar minha coluna cada vez que ele puxava meus cabelos para trás à medida que bombava, até que finalmente gozamos. Sinceramente, eu não estava afim de amizades, nem tão pouco manter contato, ele não era bem o tipo de cara com quem eu conversaria por mais de quinze minutos, embora tenha quicado em cima dele por mais de meia hora, esperei que dormisse, deixei um bilhete dizendo “Que bom que não desinstalei o Tinder, foi uma delícia.” (Não, não sou nada romântica) e saí à francesa, peguei um táxi e fui embora me sentindo com a pele radiante rumo a minha cama aconchegante, que me esperava no meu AP da Doca.

E pra vocês… orgasmos múltiplos da Janaína.

Bella Carvalho
Aspirante à tantas coisas foi cursar museologia, contista em horas vagas e de insônias. Ainda não sabe se é só de zoeiras ou da vibe do amor, mas de uma coisa essa morena tem certeza, entre o nascer e o morrer, aproveitemos os carnavais e bacanais. Fale com ela pelo e-mail: bella@derepente.blog.br