Sabe uma dessas noites em que você sai do trabalho fadigado, tem 18 anos e está começando a descobri o gostinho de como é poder ter acesso a lugares que antes te eram restritos? Essa foi uma combinação perfeita que me motivou a explorar a vida noturna e o lado “underground” da cidade. Sempre tive curiosidade de ir em um puteiro. Sempre que passava de ônibus em frente ao Ver-o-Peso, via aquele “B” grande e brilhante na faixada de um prédio velho, anunciando que a diversão na área estava começando. Era o Barroco, um dos puteiros mais lendários de nossa Belém, hoje com o nome de Saideira.

Eu sou daquele tipo de cara que sempre teve compulsão pelo proibido e underground sabe? Eu gosto de puta, amo elas por serem francas, dão o que qualquer mulher dá, a diferença é que elas têm queixo de cobrar por isso de maneira clara e não velada, como muitas por ai que agem como uma puta mas não suportam serem tidas como.

largeDepois de ir à primeira vez em puteiros, achei o máximo e quando tinha vontade em algumas sextas-feiras, ia para o puteiro sentar no balcão, beber cerveja até ficar tonto enquanto entre as mesas, desfilavam meninas nuas. Gosto até hoje desse ambiente, lá as pessoas são o que são, despudoradas e despidas de toda moral e bons costumes, entregues a penumbra do que habita o cotidiano de uma grande metrópole, mas a maioria das pessoas se nega a ver, ou fingem que não existe.

Em uma dessas noites de bebedeira em um puteiro, o Barroco diga-se de passagem, estava sentado na mesa e avistei de longe uma morena, da minha altura, bem magra com cinturinha de violão, com uma roupa que lembrava bastante o uniforme de um colégio tradicional de Belém, o Paz de Carvalho. Ela usava o cabelo dividido ao meio e preso com duas tranças nas laterais da cabeça. Fiquei observando e fui tomado por um calor, quem sabe por fetiches de um cara de 18 anos. Observei enquanto ela se movimentava no salão. Em uma estratégia tipicamente masculina, me levantei e fui ao banheiro, passando por ela para ser notado. Eu percebi que não passei por ela indiferente e na volta, ao me sentar na mesa, comecei a fitar os olhos nela, que sem timidez alguma também me encarava. Sim, eu estava paquerando uma puta, uma puta linda.

Sempre fui um cara de papo reto e direto, então assinalei para que ela viesse até a mesa. Ao se aproximar, ela sentou cruzando as pernas, que eram bem torneadas e ganhavam um tom mais interessante com aquela saia rodada curta. Comecei com uma conversa besta para quebrar o gelo afinal de contas puta é uma mulher e merece minimamente ser cortejada nem que seja por mera educação como de costume, para logo em seguida chegar perto do ouvido dela e perguntar: “quanto?”.

Ela me respondeu que o programa com ela era R$ 40,00, na época – meados de 2007 – este era o preço médio praticado por garotas de programa em casas populares. Como estava muito interessado, decidi não barganhar e subi com ela para o quarto. Depois de pegar uma fila marota com outros caras e putas que esperavam um quarto, me divertir com a brincadeira dela ficar esfregando a bunda durinha em mim enquanto estávamos na fila e me deixar imaginando o que eu poderia fazer naquelas nádegas em breve, finalmente conseguimos tinha chego a nossa vez.

O quarto era simples, um lugar não tão limpo. Eu decidi deixar a luz ligada pois queria ver o corpo dela. Ela subiu nafanfiction-fifth-harmony-the-bitch--norminah-3327144,120420151734 cama e ficou de joelhos ereta me olhando, com cara de safada. Não preciso dizer que meu pau só faltou explodir na cueca não é mesmo? Somente na luz do quarto, pude ver como aquela puta era gata. Me aproximei de vagar até colar o meu corpo com o dela, a pele era macia e o aroma do corpo suave e agradável. Por alguns instantes sai de mim e quando retornei, estava agarrado aos beijos com ela. Meio complicado beijar uma garota que poderia ter feito programas anteriores naquela mesma noite e chupado outros caras, mas ela beijava tão bem, de modo que concluí o que seria um abraço no diabo para quem já estava no inferno?

Comecei a passear as mãos pelo corpo dela, que era macio, magro e com bunda e seios firmes, comecei a tirar a roupa dela bem devagar enquanto ela lambia e mordia a minha orelha. Ela tirou a minha camisa e abriu minha calça, deslizando a mão até o meu pau, massageando ele em uma mistura de masturbação e massagem tântrica. Não aguentei e segurei o cabelo dela pelas duas tranças, fazendo com que ela descesse com a boca até o meu pau. A filha da puta chupava muito gostoso e para completar, chupava gemendo. De onde eu estava, apenas via a cabeça dela em um movimento de sobe e desce, enquanto ela estava de quatro, com aquele quadril largo empinado, de calcinha de renda, na direção do espelho que ficava na cama. Era a visão do paraíso. Conseguia sentir na extensão da minha pica os movimentos que ela fazia com a língua e as leves mordidas que dava na cabeça do meu pau enquanto sugava.

Percebendo que a brincadeira poderia acabar um pouco mais cedo, tirei a boca dela do meu pau, ela subiu de novo e me olhou com aqueles lábios úmidos. Perguntei se ela tinha feito algum outro programa naquele dia. Ela disse que eu era o primeiro. Por algum motivo acreditei e sem pensar duas vezes joguei ela na cama e apoiei as cochas dela nos meus ombros para começar a brincar com os dentes e a boca na parte interna das pernas dela, descendo aos poucos até que afastei aquela calcinha barata de renda do Manolito para lado e vi aquela buceta levemente raspada, molhadinha e em formato ao melhor estilo “teen”. Não pensei duas vezes em cair de boca. Sentia a contração dos músculos da região na minha língua cada vez que ela movimentava o quadril, erguia os seios duros e jogava a cabeça para trás do corpo, com gemidos e vincando as unhas na minha nuca. Foi ai que descobri que gostava muito de sentir unhas grandes rasgando as minhas costas.

Já com a língua cansada, comecei a subir beijando aquele corpo que estava levemente suado e dourado naquela pele morena, chegando até a boca dela em um beijo de língua frenético. Passei o braço direito pelas costas dela até chegar nas tranças do cabelo e enquanto beijava o pescoço dela, com a mão que estava livre, levei até os dentes um pacote de camisinha que tinha deixado em cima da cama enquanto ela tirava a minha roupa, rasgando a embalagem. Ela tirou a camisinha e levou até o meu pau, que nessa altura do campeonato já estava gritando pra entrar nela. Senti ela colocando o preservativo com todo o cuidado e em seguida agarrando o meu pau e direcionando até a entrada da buceta dela que parecia tão pequena e apertadinha.

Não aguentei, puxei a cabeça dela para trás pelos cabelos e enfiei o meu pau nela com vontade. Senti mais uma vez aquelas unhas vincando nas minhas nádegas enquanto ela dizia “ai aiii aiii de vagar…”. Fiquei meio que sem entender, pois, putas eram acostumadas a transar e não se machucavam fácil, mas realmente ela parecia diferente das outras putas. Eu nunca tinha beijado puta na boca e muito menos feito oral. Aquela tinha feitiço, tinha magia. Segui movimentando o quadril e sentindo o meu pau enterrar cada vez mais fundo naquela buceta quentinha, sendo massageado pelas contrações da vagina dela. Por um momento tive a impressão de que ela estava gostando e aquilo estava me dando cada vez mais tesão e eu estava adorando.

Decidi virar ela de costas e pedi pra ela empinar bem o bumbum, que era lindo. A puta era tão gata e gostosa de costa quanto de frente. Avancei e comecei a penetrar ela pela buça, percebia que ela gemia levemente, apertava o colchão com as unhas. Fui até o pescoço dela e comecei a beijar e morder, até que ela reclinou a cabeça e começou a me beijar. Perguntei se eu podia comer o cu dela. Geralmente puta cobra a mais por isso, mas ela apenas balançou a cabeça em sinal de sim. Quando levei o meu pau até aquele cuzinho e comecei a penetrar, os gemidos foram altos e intensos, com as mãos dele segurando minhas coxas para controlar a penetração. Cada estocada era um “ai caralho” ou “ui filho da puta cachorro”, que me fizeram gozar naquele cuzinho aparentemente apertado para uma puta.

vlcsnap-00026Me joguei pro lado e ela ficou um tempo na mesma posição, ofegante. Como disse no começo, puta também é mulher. Comecei a puxar conversa para saber um pouco sobre ela. Ela me perguntou onde eu morava, falei o nome do conjunto e da rua e ela surpresa disse que tinha morado um bom tempo lá e na rua atrás da minha. Começamos a conversar sobre as pessoas que conhecíamos em comum e sobre como não lembrávamos um do outro. Não quis entrar no mérito de como ela tinha virado garota de programa, pois aquilo seria de mais. Ela espontaneamente me disse que tinha começado a fazer programa havia pouco tempo e que ainda estava assustada, que no primeiro programada dela ela chorou com medo pois o cliente era um velho gordo enorme e que ela gelou.

Começamos a nos vestir, pois já estávamos ali quase tanto tempo conversando sobre tantas coisas quanto o tempo que havíamos passado fodendo. Antes de sair do quarto junto com ela, ela disse que tinha gostado de transar comigo e que até tinha gozado. Perguntei se era comum ela gozar com os clientes. Ela disse que as vezes, quando o cara era gostoso. Paguei a moça e ela disse que me acompanhava até a saída. Na saída, antes de ir para a minha parada pegar o busão, perguntei o nome dela. Viviane ela disse. Brinquei dizendo que era um nome de guerra um tanto comum. Ela disse que esse era o nome dela de verdade, me pediu pra esperar dois minutos. Foi lá dentro e trouxe a carteira de identidade para comprovar. Ela pediu o meu telefone e registrou o número do celular dela e solicitando que eu ligasse para ela.

Vou ser sincero com vocês, nunca liguei. Até fiquei pensando na loucura de ter beijado e ter feito oral nela. Graça que nunca mais repeti. Como sempre fui doador de sangue, nos anos todos que se seguiram sempre fiz vários exames de rotina e específicos e ainda bem que nunca indicou nada. Quem sabe pulei uma fogueira por sorte.

Anos mais tarde, acho que com 24 anos, fui beber no La Muralha, um puteiro na Cidade Nova, zona metropolitana de Belém e lá estava ela. Ela me reconheceu, mas desta vez estava diferente. Perguntei quanto era o programa e ela disse R$ 60,00. Fomos para o quarto, transamos e na hora de ir embora ela só disse: “Tchal, valeu cara…”. Pelo visto a Viviane aprendeu que nessa vida de puta, para muitas o “conto de fadas” de “Uma Linda Mulher” demora a chegar, para a maioria inclusive nunca acontece.

Acauã Pyatã
Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo. Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br