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Conto erótico por: Sérgio Puget
Capítulo 01 – A conquista.    

$T2eC16N,!w0E9szN(muuBR8t8zyZCw~~60_35Era uma noite quente, o bar estava lotado de pessoas transitando. Havia uma dúzia de mulheres gritando ao redor de uma mesa de sinuca e alguns homens babando por elas, sem perceber que eram todas lésbicas interessadas no mesmo tipo de diversão que eles. Haviam pessoas dançando os ritmos variados que tocavam no lugar em um local específico para dança, em outro ambiente. Minha noite estava sendo regada a observações de cenas hilárias que ocorriam pela madrugada, enquanto analisava quão interessante ou óbvia pode ser uma pessoa. Tudo indicava que a noite seria monótona, composta de mais um porre após o trabalho e filmes em casa antes de dormir. Fazia algum tempo que eu havia saído de um relacionamento conturbado e não estava interessado em dividir o meu espaço com outra mulher. Eu desejava que o álcool fizesse efeito enquanto eu afrouxava a gravata da camisa. Até a barba parecia pesada naquele dia.

Ainda me pegava pensando entre um gole e outro quando ela surgiu. Ruiva, cabelos longos nas costas, alta, olhos âmbar, sardas na pele alva, de perfil delicado e corpo proporcionalmente equilibrado com uma cintura muito fina. Era magra, mas possuía as pernas grossas e o bumbum mais lindo que eu havia visto. Usava uma camiseta negra que mostrava um pouco da barriga, um short jeans e uma bota, alguns acessórios, bolsa e uma maquiagem borrada e sedutora. Ela sentou no balcão, na distância de algumas cadeiras, o que me proporcionava uma visão parcial. Ela possuía uma expressão conturbada, confusa e exprimia no olhar uma dor quase física.

De pernas cruzadas, a vi tirar da bolsa um daqueles cigarros finos e longos que as mulheres gostam de fumar, mas estava trêmula, procurando algo mais. Não esperei ela ficar frustrada e pedir fogo para o barman. Aproximei-me de forma que ela me visse chegando e acendi meu isqueiro. Ela me observou por alguns segundos antes de aceitar a oferta silenciosa, curvando-se em seguida para acender seu cigarro. Eu também peguei um enquanto ela agradecia.

– Posso sentar ao seu lado ou você já está à espera de alguém? – Perguntei curioso.

– Não estou aqui para isso. Está vendo aquele idiota ali do outro lado?

Ela apontava para um sujeito careca, de meia idade, gordo e com uma loira vulgar no colo.

– É meu marido, ou pelo menos era. Soube que estava aqui com outra. Vim para dar o flagrante, mas desisti. O imbecil está tão bêbado e com uma mulher tão de quinta categoria que decidi não baixar o nível dando umas tapas na cara dele.

Por um momento sorri discretamente e notei que ela sentiu-se ofendida, mas logo justifiquei:

– Nenhuma mulher do seu calibre deveria passar por esse tipo de coisa, afinal, olha bem para esse sujeito, é um homem maltratado, que investiu muito tempo em ganhar dinheiro e esqueceu-se de si mesmo. Acha que posses são tudo e que todos estão aos seus pés, mas não nota sua completa inutilidade como homem

Dessa vez foi ela quem riu e em seguida disparou de maneira indiferente:

– E o que seria um homem de verdade? Você? Ando duvidando da existência dele e pra mim, você só parece mais um desses bonitões arrogantes que vivem na academia e acham que ninguém resiste a eles.

Sorri com o canto dos lábios, dei um gole na cerveja e um trago no cigarro, em seguida olhei para ela e Perguntei com um sorriso provocativo.

– Hum, então você me acha bonitão?

“Não foi isso que eu quis dizer”, Ela disse, atrapalhada, terminando a dose de tequila. “Não coloca palavras na minha boca. Mas você é sim, bonitinho”. Uma música latina começou a tocar ao longe, em outro ambiente. Estendi a mão direita após o último gole do copo. Não precisei explicar. Ela sorriu e me deu a mão.

– Não estou no clima para dançar.

Ela disse, logo que levantou-se. Então afirmei com um sorriso aberto e divertido:

– Então significa que você não está bêbada o suficiente. Me ajude a transformar sua noite em algo que valha a pena.

Sorrindo ela respondeu, de maneira decidida: “Mal não pode fazer, né?”.

 

Capítulo 2 – O flerte

Gesticulei gentilmente com a mão para que ela andasse na minha frente, me guiando por entre os transeuntes. Ela mexeu nos cabelos, posicionando-os do lado esquerdo, deixando seu pescoço à mostra. Senti-me inebriado pela visão geral a minha frente e não me enganei achando que a bela ruiva não percebia meus olhares, ainda que discretos, se é que isso era possível.

Ao chegarmos ao ambiente da música que me instigara, girei a mão dela que me guiava, fazendo-a rodopiar no próprio eixo, passando a mão pela cintura em seguida, aproximando-nos calorosamente ao ritmo do bolero de Ibrahim Ferrer. Ela era ótima dançarina e seu corpo parecia desprovido de ossos, tamanho era seu molejo. O efeito do álcool tornou-se mais intenso à medida que tomávamos uma dose de tequila a cada nova música, nos envolvendo em um torpor quente e molhado pelo suor, enquanto ela dançava de costas pra mim, me fazendo sentir o seu corpo.

ABrito5Minhas mãos deslizavam do pescoço, esquivando-se dos seios, passando na barriga, sentindo a pele perfeita e pousando na cintura, acompanhando o mover dos quadris. Em dado momento ela virou-se pra mim e com as duas mãos no meu rosto, experimentou minha boca, como se quisesse me consumir. O beijo ia de um lado para o outro, consistente, as línguas se entrelaçando em um prazer imensurável. Ao término do contato entre as bocas, sorri maliciosamente. Ela aproximou-se e nossos corpos estavam consumidos pela melodia incessante. Ela sensualizava a cada movimento e me observava atentamente. Olhou persistentemente nos meus olhos e não parecia haver necessidade de trocar palavras, era quase como telepatia. Perguntei lascivamente:

– Você quer dançar ou quer fazer outra coisa?

 

Capítulo 3: A entrega lasciva

Mordendo os lábios, ela acena com os dedos pedindo outro beijo. Eu concedi. Minha boca percorreu a dela inteira, escorregando para as orelhas, que mordisquei de leve, e em seguida passando a ponta da língua no pescoço. Voltando para a orelha sussurrei algo sacana e a levei para um canto escuro. O manto das sombras era espesso ao Deseosexualponto de sumirmos dentro dele. Continuamos a nos tocar, beijando alucinadamente. A mão dela escorregou das minhas costas para a bunda, fincando as unhas prazerosamente por lá. Aquela mulher estava em fogo quando tocou meu pênis por cima da calça social, enfiando a mão em meu bolso esquerdo para sentir melhor.  Desabotoei o short dela e a encostei na parede. Ela gemeu em meu ouvido quando a carreguei e a fiz sentir meu membro roçando na intimidade dela.

Ficamos ali por alguns minutos, até que baixei o short e a ergui pelas duas coxas até a altura do meu rosto, afastei a calcinha com a boca e envolvi o clitóris dela com meus lábios, fazendo leve sucção, e usando a língua para fazer movimentos circulares e horizontais; ela enlouqueceu, pressionando meu rosto contra a vagina com força. Aproveitei o embalo para enfiar toda minha língua no canal vaginal e a mexer lá dentro, saindo e entrando e lambendo o cuzinho. Ela não demorou muito para gozar entre as chupadas, lambidas e as estocadas, gemendo profusamente por seis segundos, enrijecendo seu corpo, esticando as pernas, e ao final relaxando, deixando os membros moles como manteiga.

Coloquei-a no chão, a vesti, e ela me acompanhou até o bar, onde comprei mais uma garrafa de tequila, e saímos em direção ao meu carro. Perguntei com um olhar sacana:

– O que acha de irmos para a minha casa?

­– O que estamos fazendo aqui? – Ela respondeu. Deu-me um selinho e entrou no carro.

Eu estava muito bêbado para dirigir, mas morava próximo dali e optei por ir devagar. Ela sentou-se ao meu lado e quando o carro estava em movimento decidiu tirar a blusa, devagar, e ela estava sem sutiã. Os seios eram médios, com bicos pequenos e claros, e possuíam um lindo movimento natural, durinhos e no lugar certo. A mão esquerda dela passou pelas minha coxas e antes que eu pudesse falar algo, acariciou meu pênis por cima da calça até que ele reagisse. Quando achou que era suficiente, abriu o zíper, e se abaixou dizendo que havia gostado do que viu, nem longo, nem curto, mas um intermédio gostoso, grosso que não fechava em sua mão.

 

Capítulo 4: O céu da boca ou a boca do céu?

Quando ela envolveu sua boca quase perdi o controle do volante. Ela iniciou na cabeça e passando a língua de maneira a tocar em todas as partes, causando sensações diferentes, e em seguida focou-se na parte inferior da glande, me fazendo delirar de tesão. Ela lambeu minha bolas e subiu com a boca até a cabeça novamente. Usou a boca e uma das mãos ao mesmo tempo em um movimento delicioso; subindo e descendo. A força da sucção era média, adequada. Uma das minha mãos revezava entre tocar os seios dela e controlar o ritmo da chupada, agarrando nos cabelos com firmeza controlada, enquanto a outra guiava o veículo. Tudo era como mágica e aqueles quinze minutos até em casa foram intermináveis. O prazer, misturado com a necessidade de concentração no trânsito, somado a emoção de poder ser visto tornou tudo muito intenso.

Estacionei o carro como foi possível na vaga disponível sem bater em nada, e esperei mais alguns minutos para apreciar melhor a situação, inclinando e afastando o banco para trás no limite máximo.

logoApós algum tempo, tirei uma camisinha do porta-luvas e pedi que ela colocasse com a boca. Ela o fez e então sentou no meu colo, de frente para mim. Começamos a nos beijar loucamente enquanto minhas mãos passeavam pelo corpo dela. Meu toque é um pouco pesado, pois gosto de sentir bem a textura da pele, o suor, e os movimentos. Segurei com força as nádegas dela e a puxei mais para perto, erguendo meu tronco para cima, acompanhando o ritmo dos quadris dela, que mexiam instintivamente desejando a penetração mais que tudo.

Envolvi os seios dela em minha boca em momentos diferentes, mordendo o bico bem devagar, chupando e com a língua lambendo ao mesmo tempo. Eles eram uma delícia. De repente ela já estava só de calcinha. Ela usava um belo fio dental vermelho de renda, antes não percebido por causa da escuridão. Afastei-o para o lado e coloquei na posição. Pedi que ela guiasse o ritmo desejado e esperei pacientemente enquanto ela me envolvia centímetro por centímetro, esboçando silhuetas extasiantes e a julgar pelo quanto era apertada, não imagino que estivesse acostumada a espessura com a qual estava lidando. O caminho foi árduo, mas ela explodiu em deleite ao final, expressando um revirar de olhos, seguido de barulhos deliciosos que demonstravam sua imensa satisfação.

Ela guiou o movimento com nossos corpos grudados, enquanto eu explorava todas as sensibilidades com minhas mãos e boca. Meus dedos foram parar no rosto dela, inclinando o tronco para trás. Em seguida, colocou meu dedo na boca e o chupou deliciosamente. Aumentei o ritmo no auge do meu aprazamento, fazendo-a gemer mais e mais, até o ápice dela, e logo em seguida o meu. Explodi dentro dela com força e a beijei abraçada comigo por cinco minutos antes de nos desvencilharmos e nos ajeitarmos para sair do carro.

 

Capítulo 5: O jogo e a entrega.

Subimos para meu apartamento no décimo quarto andar. No elevador, nos encaramos por todo o percurso sem dizer uma única palavra. Na entrada abri a porta para que ela pudesse entrar. A linda mulher caminhou graciosamente pela sala, analisando tudo e tocando em alguns móveis, caminhando até a sacada, enquanto eu preparava duas doses de tequila para nós. Naquela noite a lua estava enorme, cheia, imponente. Me peguei olhando para o céu em contemplação por alguns segundos antes de acender um cigarro.

– Deixei preparadas duas doses lá dentro para nós, com sal e limão. – Informei.

– Não gosto de beber com sal e limão. Não gosto de suavizar coisas fortes. – Falou, sorrindo maliciosamente.

– Talvez você ainda não tenha bebido da maneira correta. Permita-me mostra-la como faço. – Estendendo a mão direita para ela.

– Você supõe bastante. – Pegando minha mão.

– Apenas o suficiente. Deixe-me guiá-la essa noite. É tudo que peço. – Disse, caminhando em direção à sala.

Chegando ao ambiente desejado, tudo estava preparado em uma bandeja.

– Sente-se a minha frente. – Falei com firmeza. Ela pareceu gostar do jogo e obedeceu. Sorriu quando pedi para ela desabotoar minha camisa. Tirei e deixei-a cair no chão, atrás de mim.

Peguei uma dose com minha mão esquerda e com a outra gesticulei para que abrisse a boca. Coloquei o sal e dei a dose para que bebesse. Ao término, espremi o limão em meu peitoral, deixando ele escorrer entre os gomos do meu abdômen.

– Venha, prove o limão. – Ordenei.

Ela se aproximou e lambeu meu corpo, chupando o limão com a língua indo de baixo para cima. Minha pele se arrepiou toda e ela percebeu, intensificando a busca por me deixar limpo. As mãos e boca dela se perderam pelo meu peitoral e abdômen enquanto sussurrava algo. Após alguns minutos disso, se levantou e me puxou, arremessando-me no sofá.

– Minha vez. – Disse confiante.

Não reagi. Aguardei enquanto ela se despia em uma dança sensual. Me contive e observei atentamente. Ela colocou sal em um seio e me pediu para retirar. Chupei o sal todo para minha boca, tomei a dose, e então ela se deitou na mesa, espremendo o limão na sua virilha.

lascivoNão esperei mais e limpei tudo com a minha boca, indo da parte interna da coxa até a boceta, envolvendo o clitóris com os lábios e chupando, mas dessa vez, introduzi o dedo indicador, procurando a rugosidade cinco centímetros para dentro do canal, e roçando meu dedo lá, indo e voltando, ao mesmo tempo. Houve uma reação imediata. Ela reagia a todos os estímulos com perfeição. Era como uma sinfonia na qual eu era o maestro. Girei meu dedo e ela suspirou mais forte. Coloquei dois dedos e usei os dois para fazer um movimento de pedalada, modificando para estocadas mais tarde. O conjunto das sensações fez ela me tirar de lá e colocar-se de quatro em frenesi em cima da mesa, naquela postura provocativa.

– Me fode. Forte. – Ela disse, cheia de tesão.

Me aproximei, coloquei a camisinha, inicialmente devagar. Quando ela se sentiu confortável, começou a mexer-se e eu segurei-a pelos quadris com força e iniciei o movimento. Os gemidos de êxtase se intensificaram entre os tapas na bunda, puxões de cabelo e safadezas ditas no ouvido. Coloquei-a em pé, ainda de costas, e pude sentir seus seios envolvidos pelas minhas mãos, em um ritmo forte e frenético. Carreguei-a e encostei na parede de frente para mim, subindo e descendo. A expressão da moça era quase de dor; um prazer intenso. Ela chegou ao orgasmo. Mudamos de posição mais algumas vezes, nos beijando loucamente, perdendo-nos em sensações de euforia e desejo. Em seguida derreti gelo no corpo dela com a minha boca, descendo dos seios até a barriga, e vi os pelos se eriçarem a cada novo toque. Ela desejou sexo anal e foi atendida prontamente.

Passei lubrificante que esquenta e a excitei com um dedo no ânus e outro na vagina. Quando a musculatura ficou relaxada, iniciei o ato com cautela, para minimizar a dor e otimizar o prazer. Demorou algum tempo, mas valeu muito a pena, pois ela se entregou completamente e foi uma cena bonita de se ver. O orgasmo feminino me causa um pouco de inveja. Todo aquele frenesi, o ar acabando, aquele momento longo de puro deleite é fantástico de se assistir. Eu já estava no limite e então gozei fartamente nas costas dela, que pedia mais e mais do meu prazer.

 

Capitulo 6: Encanto e desencanto.

Logo após o ato fomos tomar um banho, e lá namoramos mais um pouco. Encontrávamo-nos muito cansados para mais sexo, no entanto, curtimos muito a presença um do outro, pois como tudo que é intenso, toda energia poderosa, se esvai como o estouro de uma estrela e eu sabia que só a veria aquela noite. Nos deitamos na cama e ligamos a televisão.

– Preciso ir. – Ela disse rispidamente após alguns minutos. – Isso que aconteceu foi um momento de raiva. Não vai acontecer de novo. Fiz por pura vingança. Meu Deus! Estou muito bêbada.

– Bom, fico feliz em ter sido útil em sua vingança. Ficarei feliz em ajudá-la quantas vezes mais precisar. – Soei meio biltre.

– Você é safadinho, hem? Acho que é um adeus. – Falou sorrindo, enquanto vestia suas roupas e andava em direção a porta.

– Precisa de uma carona até sua casa? – Eu estava de cueca boxer branca com as duas mãos atrás da cabeça, deitado na cama, e percebi quando ela parou para olhar por mais alguns segundos.

– Vou pegar um táxi até meu carro naquele bar. Não se incomode. – Eu sorri provocando-a naquele momento. – Vou chegar bem em casa. Tenho um problema para lidar quando chegar lá. – Falou enquanto abria a porta do quarto.

A segui pelo corredor até a sala e me encostei na parede com os braços cruzados, admirando a maravilhosa beleza daquela mulher de vinte e poucos anos. Ela movia elegantemente os quadris ao andar.

– A propósito, me chamo Augusto. – Informei.

– Carol. – Ela falou com um sorriso safado nos rosto, antes de fechar a porta.

Quem é ele? Ele é SÉRGIO

elva

Um homem que acredita que o cérebro é a parte mais excitante do corpo.

Acauã Pyatã

Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo.

Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br