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Eu estava cansada de ouvir o barulho do teclado, já passava de uma hora da manhã. Tomei banho com os meus sais embora não tivesse nenhum plano para essa noite, quer dizer, os meus planos eram dormir, mas já me habituei com o silêncio das altas horas.

Acabei preparando um café, vestindo uma camisa de algodão com mangas compridas que o Lucas esqueceu aqui, ainda tinha um resquício do cheiro de seu perfume amadeirado. Não vesti calcinha, fiz um coque no cabelo, coloquei meus óculos, peguei minha caneca de café, meu notebook e fui caminhando descalça para a sala. A noite estava bonita, moro no décimo segundo andar, abri as cortinas e deixei o vento frio invadir a sala, me encostei no sofá de modo que ficasse de frente para a janela, pus o café na mesa de centro, o notebook em cima das pernas e comecei a digitar mais alguns parágrafos do meu artigo.

Female-masturbation-cartoons-46Quando me sinto só, escrever é o meu melhor tarja preta, mas já havia digitado muito por hoje e o pior é que ainda estava sem sono. O Luciano está em um congresso em outro estado, não tenho meu colega de farra há dois dias, o Lucas está de rolo com uma dessas sonsas que os homens adoram namorar de vez em quando, mas você sabe que uma hora eles se cansam de tanta frescura e enrolação e acabam vindo pedir arrego debaixo do seu edredom, é só fase, não dou um mês pra ele largar esse namoro de porta e estar aqui no tapete da minha sala bebendo do meu orgasmo. E por falar em sala e mudando o assunto de pau pra cacete, lembrei… é, ele estava lá. O gatinho do prédio da frente ainda estava na sua janela com sua luneta virada pra cá. Ele sempre faz isso quando vem passar o fim de semana no apartamento dos avós. Só conheço o casal de idosos simpáticos, nunca conversei com o rapaz, nunca fomos apresentados, só o vi por fotos uma vez, quando ajudei a senhora Lourdes com umas compras que ela trazia do Ver-o-peso, e o vejo de longe me espiando, é claro. Deve estar na faixa dos seus dezoito, dezenove anos, mas já dá de passar o sal. Eu nunca investi nele, ele pra mim era como aqueles objetos que todo mundo quer, mas não se interessa pra comprar, sei lá, algo legal, mas supérfluo.

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Coloquei o computador de lado, no chão e me acomodei no sofá, puxei um pouco a blusa para cima, levei minha mão direita até a boca, juntei o dedo mindinho com o polegar e comecei a passar a língua lentamente nos outros dedos, como gato que lambe a sua pata, só que bem devagar e deixando-os bem úmidos, antes que eu parasse de fazer isso, olhei diretamente pra lá, na direção dele, os prédios não eram distantes, dava para vê-lo perfeitamente e pela maneira que seu corpo se moveu, tive plena certeza de que ele ajustou a luneta para ver melhor. Sim, meu bem. Pegue seu lubrificante e seus lenços de papel porque a tia Jana vai fazer um solo pra você. Ah, eu não tinha nada melhor pra fazer mesmo. Quando vi que ele já estava concentrado em mim, desci a minha mão já bem molhada para minha vagina que a essa altura se contraía bastante, comecei a fazer movimentos circulares no meu clitóris enquanto me contorcia e olhava pra ele. Depois de me massagear bastante eu parei, fingi naturalidade ao tirar minha blusa. Pronto, eu estava completamente nua na minha sala, com a janela aberta e um vizinho tarado me observando, ainda de óculos, estava uma perfeita atriz pornô (gargalhadas).

decalogue6aVoltei a me masturbar pra ele, apertava meus seios, mordia meus lábios e quase paro pra rir quando notei movimentos apressados indicando que ele estava enfiando a mão nas calças e batendo uma também, mas fui super “profissional”, mantive a cara de puta tesuda e continuei o movimento até não aguentar mais e mordiscar meu próprio braço devido ao gozo que me proporcionei, mesmo já tendo gozado, ainda abri um pouco mais as pernas e me masturbei enquanto tocava os seios. Afinal eu tinha que esperar o rapaz também, poxa! Acabei tendo outro orgasmo enquanto ele ejaculava na sacada dele. Enfim, fiz meu ato de generosidade, porque sou uma mulher muito generosa e bastante dada, mas continuei na vontade, aliás, essas situações só abrem meu apetite.

Mas isso não é problema, é solução. Dizem que uma mulher prevenida vale por duas, nesses casos eu sempre tenho uma carta na manga pra usar, ou seja, me satisfazer nesse quesito era serviço do Fabrício, um segurança aqui do prédio que as donas de casa babavam quando passavam por ele, aqui e acolá me pergunto porque esse cara não está no outdoor pendurado aqui no edifício ao invés dessa atriz que faz campanha de uma operadora que só me dá raiva, pelo menos se fosse o Fabrício, eu gastaria toda a minha recarga feliz, desde que a cada nova recarga eu ganhasse uns amassos dele, até uns tapas na cara vindo dele eu estava aceitando. Vai ser gostoso assim lá em casa! Então nada mais óbvio do que meu rolo com ele seja algo estritamente clandestino porque além de prejudicá-lo, eu seria a moradora mais odiada do condomínio ou, quem sabe, a mais aclamada por ter tido esse deleite, sambando na cara das madames.

O esquema era o seguinte, como eu conhecia toda rotina dele no prédio, sempre interfonava para o local onde eu tivesse certeza que ele atenderia e simplesmente perguntava se ainda tinha algum sushi aberto, se ele dissesse que não, eu iria desolada pra minha cama, se dissesse sim, a gente se encontrava exatamente meia hora depois na escada de serviço do sétimo andar (não sei o porquê de ninguém dar as caras por lá) pra gente dar uma rapinha, e se aquela escada falasse…

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Mas hoje o esquema não foi o de sempre. Acho que mudaram de horário, talvez, e por pouco eu não fiquei no vácuo, porque seu expediente acabara naquele momento e me perguntou se poderia dar um jeito de ir no meu apartamento em quinze minutos, “Se quiser vir agora mesmo, melhor.”, respondi. Dez minutos se passou e o “Sr. Pau-de-açúcar” estava tocando minha campainha. Abri toda sorrisos para aquele moreno espetacular de queixo quadrado, ombros largos, pau grande e grosso. O que eu adorava nele era o fato de não perder tempo com formalidades ou qualquer outra coisa, já entrava me colocando no colo e andava comigo pendurada em sua cintura em direção a cama. Ele tinha uma tara pelos meus seios que nunca no dia seguinte às nossas trepadas eu usava decote. Ele passava um bom tempo mamando eles. Pra ser sincera, a língua dele merecia um troféu de funcionária do mês pelo trabalho divino que realizava. Por ele ser grande, não era nenhum esforço pra ele me por de cabeça para baixo pra fazermos um 69 em pé, ele curtia muito isso, eu então, mais ainda. Não demorava muito, eu já estava gozando na boca dele, o que ele sempre fazia de início, porque a onda do Fabrício era me judiar. Gostava de abrir minhas pernas, agarrar meu cabelo e inclinar minha cabeça para trás e me penetrar com toda força, não era de movimentos rápidos, era de ser calmo, mas intenso. Eu simplesmente enlouqueço com esse ritmo. Mas o tesão dele era me ouvir choramingando na hora de fazer anal. Porra, mas também não era pra menos. Ele era do tipo CRIADO, bem criado. Eu me arrepiava toda quando sentia a cabeça do seu cacete encostando na minha bunda, e me reclamava mesmo, embora não adiantasse já que quem se ajoelha tem que rezar, ficou de quatro tem que dar. Mas ele não era tão malvado assim, me lubrificava bem, me acariciava muito enquanto tentava enfiar e ainda me contava mentira ao pé do ouvido, “Vou por só a cabecinha, eu juro. Não vai doer, não.” O caralho que não doía, pelo menos no início, doía sim. Só que hoje ele estava inspirado, confesso. Pegou minha taça de vinho que estava ao pé da cama, derramou um pouco na minha nuca e começou a lamber, já que estava me comendo por trás, até aí beleza. Meu frisson começou quando ele retirou a pedra de gelo da taça e passou do meu pescoço deslizando pela minha costa até chegar onde ele me penetrava, fez isso até que o gelo derretesse por completo, depois puxou meu cabelo e me penetrou com força até que nós dois gozássemos juntos.

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Ele me deu um beijo tão suave depois, e disse que ficou super contente por eu tê-lo chamado, era seu último dia naquele trabalho, estava indo viajar, finalmente alguém notou seu potencial como modelo fotográfico (além de mim, claro) e iria tentar seguir nesse caminho. “Poxa, Fabrício! Justo agora que eu ia te pedir pra namorar?”, “kkkkkkkkk Mentirosa, não ia, não.”, “De fato, não pediria mesmo, não. Olha, mas não tem na…”, nesse instante ele me interrompeu, “Não tem nada a ver com você, sou eu. Eu não estou preparada pra compromisso.”, “ Hahhahaha, eu ia mesmo falar isso.”, “Eu sei. Você é a mulher mais cafajeste, Janaína. E… eu vou sentir saudades.” Ele beijou minha boca e saiu. Neste exato momento, o meu Severino deve estar fazendo check-in para o próximo voo rumo à Blumenau.

Bella Carvalho
Aspirante à tantas coisas foi cursar museologia, contista em horas vagas e de insônias. Ainda não sabe se é só de zoeiras ou da vibe do amor, mas de uma coisa essa morena tem certeza, entre o nascer e o morrer, aproveitemos os carnavais e bacanais. Fale com ela pelo e-mail: bella@derepente.blog.br