Relato erótico Recebido através do site, com autor que preferiu não se identificar nem tão pouco assumir a figura de um personagem com pseudônimo.

Somos casados há exatamente 6 anos e temos um casal de filhos, vivemos como os outros casais ditos “normais”, batalhamos para melhorar a nossa vida financeira, temos desentendimentos, acordamos cedo para dar café da manhã aos nossos filhos, dar banho e levar eles para a escola, em seguida vamos cada uma para os nossos trabalhos ou outros afazeres como faculdade, ir ao médico, academia, bancos e etc…

Porém o que nos diferencia dos outros casais é uma pratica não muito comum, curtimos Ménage à trois, ou simplesmente ménage, não é suruba nem orgia é Ménage à trois.

Vou contar como tudo começou: Quando iniciamos nosso namoro nos apaixonamos intensamente, confiamos um no outro (é assim até hoje), um certo dia eu cheguei com ela e disse:

– (eu) Preciso te contar uma coisa!

– (ela) Diga…

– (eu) Eu fumo maconha!

– (ela) Também preciso te contar uma outra coisa

– (eu) Diga…

– (ela) Eu já fiquei com uma mulher, porém durante o ato sentimos falta de uma presença masculina e decidimos que o próximo namorado de uma das duas iriamos propor a ele, você topa?

-(eu) Claaro.

Na primeira noite da proposta que recebi da mulher que estava apaixonado, morando juntos desde o segundo dia de namoro, dormi nervoso com a garganta seca pensando naquelas cenas que eu até então só via em filmes pornôs, duas mulheres lindas se tocando e eu ali junto caramba…foi uma noite longa pra mim.

Durantes muitos dias fizemos amor falando como seria quando estaríamos com ela, ligávamos pra ela quase todos os dias, conversamos por Orkut (por falar nisso queria recuperar  minhas fotos), os três super empolgados. Até que um dia eu chego em casa em uma sexta-feira a noite, tinha sido uma semana corrida daquelas que só uma cerveja bem gelada ou uma vodcka com gelo te faria relaxar (claro que com beck pra acompanhar), abri a porta e a minha esposa estava colocando cubos de gelo no recipiente, ela olhou pra mim com os seus olhos castanhos claros e um sorriso lindo e sínico e disse:

– A Marcela (preferi mudar o nome) tá aí!

Lembram do nervosismo e da secura na garganta que falei, aconteceu de novo, e eu tentando disfarçar o nervosismo disse:

– Poxa você nem me avisou!

– (ela) Não deu, a Marcela ligou dizendo que estava vindo e trazendo uma garrafa de vodka e eu fui comprar gelo.

A Marcela estava na sala, fui cumprimenta-la quando nos olhamos sorrimos e nos abraçamos finalizando com um beijo no cantinho da boca.

Minha esposa chegou na sala, eu pedi licença a elas e fui tomar um banho, não consegui me controlar imaginando o que as duas estavam conversando e me masturbei pensando na situação.

Voltei pra sala e comecei a acompanha-las na vodka e conversamos sobre tudo: estudos, trabalhos, filmes, músicas e quando já tínhamos conversado sobre tudo e já estávamos na terceira dose de vodka cada um, ficou aquele silêncio, nos olhamos e rimos. Eu segurei na mão direita de uma e na esquerda de outro e disse:

– Posso ver um beijo de vocês.

Man and Two Women in Bed Together --- Image by © Ben Welsh/zefa/Corbis

Man and Two Women in Bed Together — Image by © Ben Welsh/zefa/Corbis

Elas se aproximaram e se beijaram, nunca tinha ficado tão excitado em toda minha vida, eu que até então era um cara muito ciumento, esqueci completamente o que era esse sentimento ruim, elas me abraçaram e nos beijamos os três, foi um momento maravilhoso onde os três se entregaram, todos queriam dar e receber com a mesma intensidade.

Com esta nossa amiga ainda rolou mais uma vez. Depois dela conhecemos outras garotas e fizemos algumas outras vezes e fazemos até hoje. Essa nossa pratica não nos torna menos responsáveis com nossas afazeres diários, o que posso dizer a respeito de tudo isso é que o principal fator de nossa relação é o respeito que temos um pelo outro e isso nada e ninguém irá mudar. Afirmo com toda a certeza que nossas aventuras em trio certamente tornaram nosso casamento e vida mais felizes.

Acauã Pyatã
Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo. Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br