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O título é simplório versus a missão. Hoje o papo de homem é sério cara, pois como vocês podem perceber, falar de temas extremamente pertencentes ao universo e intimidade feminina é um campo minado onde eu só ouso me aventurar quando ouvi vários relatos. Vamos lá.

Esta semana que passou foi atípica, tive a oportunidade de conhecer algumas garotas dentre as quais, sabe lá por qual motivo, a conversa começa comportada mas sempre termina falando de sexo, fetiche e gozar. Eu acho que eu tenho cara de Mr. Putaria só pode (não que eu esteja reclamando, espero que continue assim), mas duas delas me chamaram muito a atenção. Vou dar nomes fictícios para me referir as duas. Cláudia é uma garota jovem, de 22 anos porém casada, que está passando por um dilema por não sentir tesão pelo marido e confessar que passa dois meses enrolando ele pra transar e acaba buscando segundo a mesma “pica na rua” pra poder satisfazer o próprio desejo. Ela me disse que não tem certeza se já conseguiu gozar com um cara penetrando ela. Eu parei e pensei: “porra, como assim? Essa criatura não sabe o que é gozar?”.

Além da Cláudia, conheci a Jessica que é solteira, também jovem com 23 anos e descreveu uma experiência um tanto triste mas extremamente interessante do meu ponto de vista. Ela afirma que perdeu o cabaço ano passado, em outubro, com um cara que não comeu ela direito, não tratou bem e que fez com que a primeira vez que ela tinha idealizado como algo foda, na verdade tenha sido marcada pela dor física e desamparo. Ela também afirma que não gozou com esse cara, mas que tem um monte de fetiches, sonha constantemente, que dessa experiência o que ficou de bom pra ela foi a experiência de chupar um pau e hoje ela mentaliza coisas como: ser agarrada e amassada na cama, chupada, vendada, o cara gozando na boca dela e etc… Mas não tem coragem de tentar de novo e de certa forma perdeu o interesse, achando que seus fetiches são besteiras. Quem sabe com um resquício de trauma.

Nesses anos ouvindo histórias de gente diversa sobre experiências sexuais, o que a Cláudia e a Jessica relatam é extremamente comum, gente que transa (me refiro a mulheres especificamente) mas não sabem se já gozou ou só conhece o que é ter orgasmo através da milenar prática solitária. Do ponto de vista masculino a primeira coisa que você pensa quando encontra uma pessoa dessas é que possivelmente estes caras não souberam fazer o paranauê direito e começa a imaginar todas as coisas que você poderia fazer até bater o tesão, você ficar de pau duro e querer mostrar pra ela o que é ter um orgasmo, mas calma lá come-come da Estrela. Eu bem sei como é isso, afinal é difícil não querer ser solidário nesses casos e “ajudar” a garota a descobrir o que é ter um belo orgasmo com nossa espada entrando e saindo vigorosamente dela, mas é ai que você deve ter calma.

Cara, eu não quero te ensinar como se deve foder ou como chegar em garotas com bloqueios ou experiências que dificultem a aproximação, o objetivo aqui não é esse, mas te ajudar a refletir sobre que em algum momento da vida, o cara babaca que faz com que essas experiências escrotas ocorram pode ser você. Tão logo, o primeiro passo ao se deparar com alguma garota assim é não tentar ser a solução para o problema. Sabe quando você é adolescente, lembra? Nas primeiras fodas era todo afoito e mal colocava e já tava morrendo? A vida adulta de um homem pode ter bastante disso mesmo que em sentido figurado.

orgasm

Comer alguém não se resume simplesmente em botar pra chupar, abrir as pernas nela, por de quatro e fazer gozar, é meio que um ritual de troca (já disse isso infinitamente nesta porra de blog). A maioria dos homens tem fetiches, mulheres não são diferentes. Tem umas que gostam de ser chupadas, outras de chupar, algumas que gostam de ser pegas e serem penetradas com força e velocidade, algumas olha pra tua cara e dizem: “bate seu filho da puta cachorro!” ou “come o meu cú caralho” (minha reação feminina favorita), mas o grande X da questão é que o corpo humano é um grande “ponto G” e antes de fazer a pessoa gozar direito, gozar no limite do que até então ela conhecia como prazer físico, você tem que descobrir o caminho das pedras pois cada garota sente e goza de uma maneira diferente.

Não adianta se achar o pica das galáxias por ter feito um boquete do caralho, que fez ela vergar as costas, gemer com “ai ai ai não para tá gostoso”, ficar suada, segurar teus cabelos e acompanhar o movimento da tua cabeça com uma mão enquanto desliza a barba e a língua no clítoris dela vigorosamente e ao mesmo tempo usa a outra mão pra apertar os seios, ela sobe o quadril acompanhando o movimento da tua boca (quando elas sobe o quadril significa que a porra tá séria e possivelmente vão gozar). Não brother, não adianta, tem que explorar o corpo da pessoa com toques, seguradas, pequenos puxões para os mais intensos, mordidas, tapinhas e tapas. Tem que descobrir o que diabos faz com que ela se sinta excitada ao extremo.

Você não consegue isso dando uma de picudo e mestre do desejo, se você for com muita sede ao pote pra cima de uma garota que está louca para saber o que é de fato gozar com um cara, corre o sério risco de ser a mais nova e frustrante experiência sexual das várias que ela terá na vida. Vamos ser sincero, foder é uma arte que varia a medida que as parceiras mudam e como toda arte, você tem que praticar pois não existe receita. Homens mais experientes sabem que nessa guerra da cama, tem vezes que você detona, tem que vezes faz um bom jogo, outras mais ou menos e tem vezes que quem comanda a parada são elas. No final o importante é que os dois gozem, mas não somente isso, mas gozem bem.

Cara elas só querem gozar bem desde o começo, pena que ainda (repito: AINDA) não deu. E qual vai ser a tua? Não deixe elas mais tempo ainda na companhia da mão, mas se for pra fazer, que ao menos faça direito. É isso ai, flw vlw.

Acauã Pyatã

Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo.

Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br