Texto de Amilcar Cabral, com revisão de Acauã Pyatã.

Bórgia é uma historia contada por Alejandro Jodorowsky e ilustrada por Milo Manara que conta a ascensão de poder de Rodrigo Bórgia. (aquele mesmo do assassin’s creed….) e de sua família.

A trama começa nos apresentando Rodrigo Bórgia, um cardeal com ambição de se tornar papa. e no primeiro volume veremos que não existe nada que ele não faça para isso, mesmo sendo um homem de Deus. A arte excepcional mostra com riqueza os detalhes de todas as cenas de violência e sexo e grandes orgias, e nos choca com a naturalidade das cenas de sadismo, pedofilia, tortura, fratricídio e suicídio.

Nos 4 volumes da obra, ficamos vidrados na trama, nos percalços pela busca do poder e na capacidade humana de crueldade daqueles ditos representantes de Deus na Terra e seus planos políticos ao estilo Game o Thrones. A Surpresa maior é ao saber que a historia é considera como uma Bibliografia e que as suas ações foram verdadeiras, onde o Rodrigo Bórgia ou Papa Alexandre VI é considerado um dos Papas mais corruptos e violento de toda historia. porém mais surpreendente ainda é ver que naquela época , há mais de 500 anos, dita religiosa, uma naturalidade no tratamento de varias questões que são tabus atuais ou são mesmo fonte de grandes problemas pela dita família tradicional (?) como o homossexualismo e sexualidade (bancada evangélica ?) .

O final tem um bom plot twist*, seguindo a tradicional passagem de tempo dos quadrinhos, afinal, são aproximadamente uns 30 anos contados em apenas 218 paginas dos 4 volumes. Ao final como em toda boa historia ficamos querendo mais.

Fica assim minha recomendação neste meu primeiro post no blog e meu até breve (será?).

* De maneira clara, plot twist é uma revira volta inesperada em uma narrativa.

Sem Título-1

Quem colabora? Amilcar Cabral segundo Amilcar.

amilcarNão gosto de me medir em palavras, apenas curtindo com pessoas legais e aproveitando o caminho desta jornada.

Acauã Pyatã
Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo. Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br