Olá pessoal, o texto abaixo foi enviado por uma leitora. Ele é muito interessante pois fala de uma questão que me parece muito recorrente no universo feminino. Como este blog é um espaço livre, ela simplesmente optou por não se identificar e nem mesmo fazer uso de pseudônimo, o que de imediato acatei e respeitei. Segue o texto na integra e contamos com os comentários e opiniões de vocês:

Olaaarr, eu já leio os posts do blog há um tempinho e os acho interessantíssimos…

Tenho uns “causos” polêmicos hauhauah, mas gostaria de compartilhar especialmente um, pois tenho imensa curiosidade em saber o que os leitores fariam no meu lugar…

Here we go! Faz um tempo tive um crush com um carinha, que eu considerava “liendo” na época. Era o tipo de cara que eu pouco tinha ficado. Alto, forte, daqueles de tirar o folêgo sem ser bombado, rs. Eu tinha saído recentemente de um relacionamento, assim como ele. Nos aproximamos e após uma saidinha básica, a gente resolveu “ir para os finalmentes” num motel que ele mesmo sugeriu. Chegando lá, foi tudo de bom, ele tinha uma SENHORA giromba e uma pegada muito fiiiirme, logo, foi uma noite e tanto, daquelas que a gente custa a esquecer.

A partir daí a gente foi ficando de leve, naquele nhén-nhén-nhém gostoso de início de relacionamento, e tava tudo lindo. Numa das nossas saídas pro cinema, rolou um fooooogo que até hoje eu não esqueço, só que a minha bendita vermelha de todo mês tinha vindo, então eu expliquei pra ele e decidimos não ir pro motel por causa disso. Eu já tinha tido namoros longos e meus namorados pouco se importavam de fazer enquanto eu estava nesse infeliz período, mas como o lance tava começando eu achei melhor não chegar assim com carrão de sena!

Aguentei 6 dias de beijos ardentes, com aquela vontade imensa de dar, e não via a hora da Bloody Mary ir embora pra eu poder me deleitar nos braços daquele homenzarrão e sua Espada Vorpal. Chegado o sétimo dia coloquei a minha melhor lingerie, uma preta transparente, toda trabalhada na renda, isso tudo só pra impressionar o boy e compensar pela semana perdida. Marcamos nossa saidinha habitual e eu passei a noite toda querendo que tudo acabasse, pra gente partir logo pra sacanagem que eu tanto esperei.

Chegamos lá, pedimos mais umas bebidas no tal motel e metemos ficha! Só que nem tudo é perfeito, né? Já tínhamos feito bem umas 3 posições quando eu pedi pra ele me comer de quatro, pois é uma das que eu mais gosto. Estava ♪”looouca, louquinha” ♫ e quase gozando quando ele parou e me “tirou do transe” avisando que eu tava sangrando.

Nossa, depois disso fiquei super-constrangida, quase me enterrei naquela cama de concreto, apesar da minha real vontade de dizer: POR QUE TU PAROU FILHO DA PUTA?

Totalmente sem graça eu me levantei pedindo desculpas (oi?), me justificando que “ela” já tinha ido embora e eu achava que tava tudo bem, e ele meio que me respondeu, fazendo uma carinha tipo <3 “tudo bem amor, não tem problema” <3, peguei a toalha e fui pro banheiro quase que correndo, numa tentativa frustrada de amenizar aquela embaraçosa situação.

Foi aí que, quando eu pensei que não podia piorar, ele veio depois de mim pro banheiro e eu pude olhar na cara dele. Ele tava com uma cara de NOJO. Mas não era uma cara de nojo qualquer, era um nojo MORTAL sabe? Como se ele tivesse pegado gonorreia, ou lambido o cú de um cadáver, comido diarreia, sei lá, nem consigo descrever. Foi tirando a camisinha como se tivesse pelando um bicho podre, e só depois percebeu que eu tava olhando pra ele através do box transparente.

Eu não sabia se pedia mais desculpas, se ficava calada, ou se terminava meu banho e saia correndo dali. Ele entrou no box em silêncio e depois de uns minutos meio mórbidos, minha voz cortou o climão, com um envergonhado “desculpa de novo, tá? Eu não imaginava que isso ia acontecer”, ele fez a tal carinha de novo, dessa vez mais desprovida de carinho.

Terminamos o banho, e até tentamos uns carinhos e um boquetinho, mas o clima tava tão xoxo que nem vingou.

Simplesmente a partir desse momento o boy magya foi de galanteador sexy e carinhoso a um chato, frio e pé no saco. Nem me abraçar ele fazia direito. Mal falava. Qualquer papo era simplesmente cortado. No outro dia a gente costumava ficar enrolando na cama até umas oito, nove horas e depois ia tomar café juntos em algum lugar, mas nesse dia ele praticamente inventou que tinha que ir logo e saímos umas 5:00, 5:30 da madrugada manhã, e eu completamente frustrada e morta de sono. Fiquei puta pois ele sequer esperou meu ônibus vir primeiro pra ir embora.

Eu fiquei mega pensativa o dia inteiro, e posso até estar parecendo uma idiota por me importar com isso, mas confesso que estava envolvida com ele, gostando mesmo, e aquilo tudo pra mim foi escrotão!

A onda aconteceu de uma sexta pra sábado, depois eu mandei mensagem quase o dia inteiro e ele simplesmente não respondeu. Liguei a noite e ele parecia um cara totalmente diferente, o amorzinho e nhén-nhén-nhém foi substituído por falas do tipo “eu estou confuso”, “preciso de um tempo” e eu sem entender nada ¬¬’. Era impossível não fazer nenhuma relação com o que havia acontecido, e como magicamente o encanto se desfez. Eu não conseguia entender principalmente por quê já tinha acontecido situações bem mais “sanguinolentas” com os meus ex’s e nada para tanto.

Anyway, depois disso na segunda-feira ele “terminou” comigo, pelo face, de maneira vil e ordinária, ahuahuahauhauhauahua.

Eu cheguei a perguntar pra vários amigos e amigas minhas, o grau de importância disso num relacionamento, na hora do sexo, e todos disseram que levariam a situação com naturalidade. Um amigão meu (não é friendzone) até falou pra mim que era pra eu desencanar, pois pra ele quem para uma foda de quatro por causa de menstruação só pode ser viado! Huahauha

Convenhamos que não é nada confortável, mas já transei diversas vezes nesse estado quando o fogo falou mais alto.  Mas e aí Diego e demais leitores? O que vocês acham e fariam? Ninguém gosta de sarapatel? Rsrsrs Just Kidding. Um Bjo e boas fodas!

Este texto é de autoria de terceiros e foi recebido através de e-mail. A autora exigiu total anonimato e nenhuma referência a sua pessoa, ficcional ou não.

Acauã Pyatã

Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo.

Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br