Era apenas um velho moinho girando,
Solitário ao sabor do vento,
Resistiu a chuvas, a trovões, tempestades,
Tremeu durante o grande terremoto,
Ali sozinho quando ninguém viu.

Terremoto, meteoro, águas que castigam,
Ventos gélidos, saudade, escuro e solidão.
Apenas a lua e as estrelas como testemunhas,
Mesmo quando do segundo vento,
Com as pás já gastas e moídas, continuaram a girar.

Porém um certo dia, junto com o segundo vento um sopro,
Um sopro breve e direto forçou.
O insistente e inabalável moinho de vento veio ao chão. Foi para a conta da vida.

Acauã Pyatã
Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo. Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br