Relato erótico (verídico) por: Raul Lorde.

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O ano era 94, foi no dia da final da Copa. Neste dia, antes do Baggio perder o gol, que recebi  meu primeiro boquete. Eu tinha uns 14 anos, a mente cheia de maldade e uma mão cheia de calo. Tava doido pra dar a minha primeira transa.

Minha mãe tinha uma amiga com uma filha da mesma idade e pensamentos. Elas vieram de outro bairro para ver o jogo na casa do melhor amigo do papai. Era uma casa com piscina e TV de 20 polegadas (em 94 isso era praticamente uma tela de cinema). Como era a final todos chegaram cedo pra fazer um churrasco e se preparar para ver jogo.

Lili era o nome dela (não era, mas finge que é). Ela e mãe chegaram por volta das 10 horas e como estava cedo minha mãe levou amiga na casa de uma senhora que vendia muamba do Paraguai (outro sucesso de 94). Minha mãe teve a ideia de deixar a Lili brincando comigo enquanto ia ver as muambas.

– PUTA QUE PARIU VOU FICAR SOZINHO EM CASA COM UMA MOLECA! – gritei mentalmente.

Esperei elas saírem e comecei o plano de investida. A Lili estava na sala vendo TV então chamei ela pra jogar vídeo game no meu quarto, mas não contei que ele estava com mal contato e desligava do nada. Deixei algumas revistas em cima da cama. Coloquei algumas Contigo, Turma da Mônica e a Playboy da Galisteu no meio.

Quando o vídeo apagou disse que deu defeito. Sem ter o que fazer ela foi direto nas revistas. Eu gelei quando ela viu a da Galisteu. Pensei nas possibilidades de dar merda se ela contasse pra minha mãe, mas ela fez uma cara de espanto e perguntou se podia ver. Sentei do lado dela, pulei as entrevistas que as pessoas falam que compram por causa delas, e fui direto pra cena da Galisteu raspando a buceta.

Ela ficou olhando aquilo. Folheou mais algumas páginas, voltou para Galisteu. Eu peguei mais revistas em baixo do colchão. Agora aquelas com fotos de sexo valendo e disse: Tem mais aqui!

Enquanto ela olhava as revistas eu comecei a passar mão no peito dela. Ela tirou, me disse para eu parar. Eu continuei. Recebi em seguida uma ameaça que ela ia embora.

– Tá bom, tá bom. Vou para – Disse eu.

Mas quem iria parar em uma situação dessas? Perguntei se ela não queria experimentar o que tava na revista.

– Mas não conta pra ninguém, tá? Disse ela.

Meu pau tava tão duro nessa hora que já estava doendo. Eu podia aproveitar o momento e tirar a virgindade dela e termos juntos nossa primeira transa, mas não. Pedi pra ela fazer um boquete. Na hora que começou a chupar ouvi ela reclamar que estava salgado e que iria parar. Isso não podia acontecer. Fui na cozinha e peguei um pote de açúcar. Coloquei na cabeça do pau e pedi pra chupar novamente. Cada vez que o açúcar acabava eu colocava um pouco mais. Só ficava pensando que estava recebendo meu primeiro boquete. Já estava dando formiga no quarto quando ouvimos um barulho no portão.

– É a mamãe! Falou ela.

Começamos a nos vestir e antes dela terminar de colocar a parte de cima do soutiã vimos a mãe dela entrar no quarto. Foi grito e porrada para todo lado. Eu sem saber o que fazer saí correndo e deixei as duas lá. Passei umas boas horas sem ir em casa e só apareci pra ver o jogo no segundo tempo.

Depois daquela dia eu não vi  mais a Lili, mas acho que a mãe dela não contou nada para a minha mãe. Porque nunca fui perguntado sobre isso. Esse dia foi louco. Um boquete e um Brasil campeão!

Quem nos relata é “RAUL LORDE”

elva

Raul Lorde. Pseudonimo de quem teve algumas experiências sexuais muito loucas e quer dividir com vocês.

Acauã Pyatã

Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo.

Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br