Como sempre, Regina e seus tweets nervosos me lembram de assuntos dos quais já deveria ter abordado aqui. Então o papo hoje é sobre P.A./B.A. Mas antes vamos definir os termos: “P.A.” significa pau amigo e “B.A.” é a abreviatura de buça amiga. Exposto isto, vamos ao grande “x” da questão: o que são estas coisas?

P.A./B.A. é aquele(a) brother(ar) que é amigo(a) somente, onde não existe uma relação que vá além de amizade nem transponha com sentimentos como paixão, ciúmes ou posse e que eventualmente, quando dá vontade e vocês querem se divertir, vocês transam. Já foi dito aqui e em diversos outros blogs escritos por caras e moças, assim como livros e sites de especialistas que sexo e amor são coisas diferentes e independentes, você pode transar sem estar apaixonado e ser muto maneiro e pode estar apaixonado sem sentir vontade de transar. Quando as duas coisas se juntam realmente é muito maneiro, mas não que isso seja quesito.

Não sei se alguém que nos lê já passou pela experiência de ser e ter um(a) P.A./B.A., caso sim saberá que é uma experiência única e muito interessante, pois trata-se de algo livre e sem ônus, somente bônus. Agora é importante destacar que para ser isso ai de alguém, além de ter uma relação de amizade boa e confiança inabaláveis, ambos devem estar esclarecidos quanto ao fato de que se trata unica e exclusivamente de sexo e prazer carnal. Quando uma das partes desenvolve algum tipo de envolvimento emocional, passa a cogitar um próximo passo quanto a relacionamento, desenvolve sentimento de posse, exclusividade, ciumes e etc… a o lance de P.A./B.A. fica completamente comprometido. Além do que, se parte do princípio de que ambos são descomprometidos ou possuem relacionamentos abertos. Se um(a) tiver namorado(a), não é P.A./B.A., é relação de amantes. Se alguém tiver envolvimento emocional ou planos além de sexo, é rolo. Se os dois estão se envolvendo emocionalmente é namoro.

O conceito de sexo desconexo de questões emocionais é algo que é combatido por fatores religiosas desde muito tempo, logo romantizar o ato sexual e colocar isso em cima de um pedestal se tornou senso comum. Em nossa sociedade, sexo não é visto como uma atividade comum e eu até compreendo e confesso que embora já tenha tido experiências na condição de P.A e tendo B.A., também possuo ressalvas afinal de contas você não sai por ai transando com qualquer pessoa, não normalmente ou se você de repente possui algum tipo de compulsão por sexo que te faça desejar estranhos(as) e sexo casual seja algo realmente comum na sua vida. Mas do meu ponto de vista, até para ser P.A/B.A. de alguém, deve rolar o minimo de química e desejo no que se refere a atração puramente física, do contrário não rola.

Confesso que em minhas experiências nesta condição e também em relatos de amigos(as), o mais maneiro do P.A./B.A. é o fato de que você por estar desconexo de conceitos como posse e romantismo, certos fetiches que não toparia nunca com uma namorada ou garota que você gosta, se tornam uma divertida aventura. Sei que para alguns o que estou escrevendo nestas linhas parece pura putaria ou desculpa pra fazer orgia ou liberar geral, mas gente desculpem dizer: quem aqui nunca pensou em ter aquela amigona só para um se divertir com o outro que atire a primeira pedra. O mesmo vale pra vocês que são meninas. Quem nunca?

Você já foi P.A./B.A.? Nunca rolou sequer uma vontade ou curiosidade? O assunto é polêmico eu sei, mas como acredito que estamos entre adultos, não custa nada pensar sobre não é? Tem muito disso por ai, só que as pessoas simplesmente não assumem ou tem medo. Pronto falei.

Acauã Pyatã

Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo.

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