Ele tinha os dentes amarelos,
A vista já cansada e os dedos calejados,
Uma xícara de café preto a cada uma hora,
Dores no peito e e uma máquina de escrever.

Faltava sono,
Faltavam as pessoas,
Faltava ânimo,
Faltava amor,
Mas onde faltava tudo,
Sobrava vida e lembranças,
Que transbordavam versos em velhos pedaços de papel coloridos,
Que rompiam com o silêncio da madrugada a cada batida de tecla.

Até que faltou o som, não sobrou mais nada. Não restou nenhum.

Acauã Pyatã

Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo.

Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br