Se você é brasileiro(a) e curte cinema, especialmente as produções nacionais, sabe que somos altamente autoral, de forma que o cinema no nosso país sempre foi disruptivo, malandro, muitas vezes marginal e conhecido no mundo todo pelo grande impacto e forma como trata os temas de maneira completamente sem pudor. Xica da Silva, dirigido por Carlos Diegues é baseado no livro que possui o mesmo nome, escrito por João Felício dos Santos. Ambos, livro e filme do ano de 1976.

Você deve conhecer ou ter ouvido falar desta ilustre personagem através das produções da Rede Globo, que mais recentemente (1998 acho) produziu uma minissérie tendo a linda negra Taís Araujo no papel de Xica.

A verdade é que nunca nenhum filme ou série feitos hoje irá barrar a genialidade e aura que existe em torno de Xica da Silva de 1976. Xica foi uma escrava que foi alforriada (recebeu a liberdade) no tempo auge da escravidão em Minas Gerais, no século XVIII, e foi casada com um comendador. Esta mulher causou furor na sociedade da época que ainda escravista, não aceitava ver uma negra ascender socialmente e ser tratada como uma Dama de respeito.

Xica era uma mulher livre, que despertava desejos e se entregava a volúpia e ao prazer, afrontando diretamente todos os costumes da época.

O filme teve como Xica a memorável atriz Zezé Motta, que francamente no filme estava deslumbrante e no auge de sua beleza física. Sou suspeito pra falar pois todo mundo sabe da minha preferencia por negras, todos sabem que na verdade eu gosto de uma preta. Antes que alguém venha fazer ondinha falando sobre a hipersexualização da mulher negra por minha pessoa, peço que enfie uma dentadura no cu e sorria para o caralho pois eu tenho tesão por mulher negra e pronto. Acho bonitas, a estética delas me agrada e é questão de gosto. Respeito todas como mulheres e pessoas, não as tenho como meros objetos sexuais, então não fale merda. Isto não está a parte do julgo de qualquer pessoa, seja homem ou mulher.

Mas vamos ao que interessa, abaixo você confere Zezé Motta com toda a sua sensualidade e deliciosa em Xica da Silva de 1976 e também hoje. O tempo passou, mas ela ainda continua uma mulher negra linda.

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Para você sentir a pressão desta obra caso não queira assistir ao filme todo agora, que tem 116 minutos de duração, segure apenas estas duas cenas ai e sinta a força da narrativa cinematográfica de Xica da Silva (1976):

Como você pode ver, é pressão. Neste filme tem figuras como Elke Maravilha novinha e José Wilker. Caso queria degustar essa obra prima do cinema e literatura nacional. Dê o play no vídeo completo que ao todo dura 01h56min. Nem preciso te dizer que com a música tema por JORGE BEN, o filme todo é uma maravilha!

Acauã Pyatã
Na maior parte do tempo: publicitário e blogueiro, nas raras horas vagas um tremendo vadio de skate e desocupado no Insta. Insurgente, divergente e procrastinador. O tipinho de cara que escolheu morrer de pé ao ter que (sobre)viver de joelhos, alguém que escolheu ser a navalha ao invés da carne, um homem que absolutamente não é obrigado a nada, entendeu? N-A-D-A. Um maldito índio moderno em uma arcaica selva de pedra que um dia haverá de cair. Mas não agora, não mesmo. Fale com ele pelo e-mail: diego@derepente.blog.br